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sábado, 13 de novembro de 2010

Carolina.

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 Voltei correndo pra casa naquele dia, chutei a porta do quarto, já com os olhos lacrimejando. Ela estava beijando o abdome dele, vagabunda, já estava nua. A minha vontade era de pegar o cabo de vassoura que por ali estava e penetrá-lo corpo a dentro, loira desgraçada. Enxuguei minhas lágrimas, ela tentou esconder o seu corpo putamente delineado. Peguei o primeiro objeto que as minhas pequenas mãos alcançaram, lancei um  vaso de flores - que estava com as rosas que o filho da mãe me deu de um ano de casamento no dia anterior -, ouviu-se um estalo do vaso se quebrando, juntamente com ele o meu coração. Xinguei os dois por um minuto ou mais e saí dali prometendo vingança. Sabia que ele correria atrás, foi dito e feito.
- Carolina, abre essa porta por favor! - falei pra mim mesma que se abrisse aquela porta seria capaz de partir ele em picadinhos e depois ir no parque da cidade e jogar os restos para que os patos comecem.
- Seu Filho da mãe, SOME DAQUI! - gritei após um soluço exaltado.
- Ô minha morena, não faz isso vai. - chorei mais quando me chamou de morena, com o seu maldito sotaque carioca. Resolvi abrir a porta, juntar todas as minha forças e acabar com ele. Sem sucesso, o máximo que consegui foi dar um soco em seu peito e um tapa nessa sua cara lavada, o que provavelmente não deve ter doído nada. Chorei muito mais, como se alguém tivesse morrido, e realmente tinha, a minha confiança foi para nunca mais voltar. Sem forças pra ao mínimo respirar, você me abraçou forte, me acolheu em seus braços, caí vagarosamente, escorrendo dos seus braços, fiquei deitada no chão. Você sem reação deitou-se ali do meu lado, olhou nos meus olhos e acariciou meu rosto. Alguns instantes depois ouvi o trágico silêncio, o sangue se espalhava pelo carpete bege, enxuguei novamente minhas lágrimas, tentando enxergar o que elas escondiam. Ele disse quase em um sussurro: É o único jeito de acabar com essa dor, minha doce Carolina.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Fora do prazo.

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 Nunca estou em dia, as minha matérias de escola sempre são revisadas um dia antes da prova, os meus contos - para o livro - só vem em horas ócio criativas, geralmente pela madrugada, quando preciso dormir. Meus exercícios físicos só são motivados a ter continuidade quando assisto um filme da Seção da tarde, de uma desgraçada sarada e gata, que no caso, me estimula a ficar igual, mas o gás não dura tempo o suficiente. Minha alimentação sempre está descontrolada, os filmes que planejo assistir só ficam no planejamento mesmo, a não ser que estejam disponíveis na internet. A ligação que eu sempre prometo para a minha melhor amiga, eu nunca efetuo. As minhas mudanças como pessoa sempre são adiadas, estudar para o vestibular, só no ensino médio mesmo, já perdi as esperanças de estudar agora pra vestibular.
  Eu estou que nem político, falo e falo ou melhor, penso e penso e continuo pensando. Tá tudo no mundo das ideias, nada se concretiza, não sou a melhor aluna da sala, meus melhores textos são feitos em horas indevidas, não sou a saradona do filme da seção da tarde, não me alimento corretamente, não assisto os filmes que quero assistir, não ligo pra minha amiga (linda) em Brasília, não mudo pra ser uma pessoa melhor, não estudo para o vestibular.
  Minha vida tá toda atrasada, eu não sei do meu hoje, não sei do ontem e muito menos do amanhã. Tô por fora de mim, da minha rotina mal estruturada, não leio livros a algum tempo, tá tudo errado. Preciso de uma coisa, mas não sei de onde tirar, preciso de forças pra começar a colher o que plantei, se é que deitada aqui plantei alguma coisa.
 

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