Mostrando postagens com marcador Dois rios. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dois rios. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

É a "nossa" lei.

,
 Da forma que eu amo um violão bem tocado, da forma que eu amo ver meu time ganhar, da intensidade da sensação de ouvir o som brusco e suave do mar, do meu olhar amante para a lua e estrelas. Nem juntando tudo que eu mais amo dá para demonstrar o quanto te amo, mesmo não gostando de falar do meu amor, mesmo sentindo presa quando falo do mesmo, mesmo, mesmo e mesmo, é assim que eu te amo, te amo com a boca, com o corpo, com a mente.
 Amo também aquele sorriso de canto que você deu, amo a forma sufocante que você me beija, que me olha, me toca, me elogia. É natural, é soberano, infinito e bonito. Sem sorrisos forçados, sem carinhos sem paixão, sem beijos forçados, nós nos amamos da forma mais linda, nós amamos o amar natural. Encontramos a formula do amor.
 O teu jeito delicioso de passar as mãos pelas minhas pernas, o jeito que acaricia meu rosto me chamando de linda com aquele sotaque que me faz ficar arrepiada só de pensar. Meu rosto junto com o seu, sua boca na minha, meu lábio inferior sendo puxado da forma mais desesperadora possível, os meus compulsivos suspiros ao pé do seu ouvido, minhas pernas por cima das suas, algo que quebrou barreiras, quebrou tudo, orgulho, medo, dor, distancia... Mas que reconstruiu os nossos corações, os transformando em corações mais vermelhos, mais apaixonados, "Ele bate mais forte quando está do seu lado".
 Sem compromisso, sem promessas falsas, apenas olhares sinceros. Nada nem ninguém atrapalhou o nosso momento, nós merecemos um ao outro, estampado nos nossos rostos está "Eu o(a) amo". Essa é a nossa lei.

sábado, 13 de novembro de 2010

Carolina.

,
Image and video hosting by TinyPic
 Voltei correndo pra casa naquele dia, chutei a porta do quarto, já com os olhos lacrimejando. Ela estava beijando o abdome dele, vagabunda, já estava nua. A minha vontade era de pegar o cabo de vassoura que por ali estava e penetrá-lo corpo a dentro, loira desgraçada. Enxuguei minhas lágrimas, ela tentou esconder o seu corpo putamente delineado. Peguei o primeiro objeto que as minhas pequenas mãos alcançaram, lancei um  vaso de flores - que estava com as rosas que o filho da mãe me deu de um ano de casamento no dia anterior -, ouviu-se um estalo do vaso se quebrando, juntamente com ele o meu coração. Xinguei os dois por um minuto ou mais e saí dali prometendo vingança. Sabia que ele correria atrás, foi dito e feito.
- Carolina, abre essa porta por favor! - falei pra mim mesma que se abrisse aquela porta seria capaz de partir ele em picadinhos e depois ir no parque da cidade e jogar os restos para que os patos comecem.
- Seu Filho da mãe, SOME DAQUI! - gritei após um soluço exaltado.
- Ô minha morena, não faz isso vai. - chorei mais quando me chamou de morena, com o seu maldito sotaque carioca. Resolvi abrir a porta, juntar todas as minha forças e acabar com ele. Sem sucesso, o máximo que consegui foi dar um soco em seu peito e um tapa nessa sua cara lavada, o que provavelmente não deve ter doído nada. Chorei muito mais, como se alguém tivesse morrido, e realmente tinha, a minha confiança foi para nunca mais voltar. Sem forças pra ao mínimo respirar, você me abraçou forte, me acolheu em seus braços, caí vagarosamente, escorrendo dos seus braços, fiquei deitada no chão. Você sem reação deitou-se ali do meu lado, olhou nos meus olhos e acariciou meu rosto. Alguns instantes depois ouvi o trágico silêncio, o sangue se espalhava pelo carpete bege, enxuguei novamente minhas lágrimas, tentando enxergar o que elas escondiam. Ele disse quase em um sussurro: É o único jeito de acabar com essa dor, minha doce Carolina.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Uma última vez.

,


Nós dois estávamos ali, era a última vez em que poderíamos ficar juntos. Ela é linda, chega ao ponto de ser extremamente perfeita pra mim, minha deusa. Eduarda e eu namoramos durante a sétima série, eramos jovens  e imaturos. Seu pai nunca concordou com o nosso 'namorico', tivemos que nos afastar, desde então só nos encontramos assim, fugindo de seu pai e seus seguranças, ela sempre fora uma filha de se admirar. Eduarda sempre frenquentava a igreja, o coral da escola, a academia de letras... Até tentei acompanhá-la, mas foi tolice minha.
Hoje, ela está formada em Arquitetura e no momento faz um bacharelado. Eu sou musico, tenho uma banda a uns três anos, estamos indo de mal a pior, viver de música é muito difícil. Enquanto moro em um apartamento pequeno com meus irmãos, ela mora em uma mansão em Washington, está designada a casar-se com um mauricinho, filho de algum empresário bem sucedido, que pode muito bem ser um patrão meu.Porém, que a dará a vida que merece.
 Eram quatro da manhã quando eu a arrastei até esse acampamento cheio de malucos, nós já viemos aqui antes, no primeiro ano do colegial. Amanhã a mulher da minha vida se casará, hoje e somente hoje podemos ficar juntos, eu a abraço por uma última vez, ela olha nos meus olhos e isso me traz dor, eu queria ser o homem ideal para ela. Depois de um longo momento em silêncio, Eduarda diz 'Promete voltar e me buscar?', eu apenas fiquei em silêncio, infelizmente eu não podia prometer, nunca estaria a altura dela, desviei o olhar daqueles olhos cor de mel, que ainda queimavam de esperança. Olhei para o nascer do sol, ela acompanhou meu olhar e chorou em meu ombro, então eu disse em um sussurro 'Eu te amo Eduarda, mas infelizmente isso não é suficiente'.


36ª edição visual -  Projeto Bloínquês.
 

Adube sua vida. Copyright © 2011 -- Template created by O Pregador -- Powered by Blogger Templates